quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Nana

Ora não poderia faltar aqui algo que é conhecido como Shojo manga/anime (mais para as raparigas). Sim, também pensaram nisso (se há hentai não é verdade?). Fiquei curioso acerca de algumas críticas de alguns blogues que frequentes que me fazem guiar no mundo do anime e em quase todos eles lá estava o "Nana" (inclusivamente de pessoal que só vê animes com violência por norma) e fiquei intrigado.
De facto quando comecei a ver a série aconteceu-me aquele fenómeno que normalmente existe que é o impulso obsessivo de ver episódios de seguida de forma "esfomeada". Ou seja, foi de facto um anime que me agarrou.
Deixando de opinar a nível pessoal, há algo em "Nana" que de facto faz atractivo para qualquer fã de anime, é o facto de se tratar de uma história original que sai de qualquer tipo de "cliché", ou seja, não se insere muito bem naquelas categorias que tendemos a criar (por exemplo Evangelion é um Anime de Robots). É mais uma história que de facto foge a essa regra e que se desenrola de certo modo como uma telenovela (sem querer estar a denegrir para aqueles que o acharem que estou a fazer), ou seja, há muitos imprevistos, alguma intriga, amor, amizade, desilusão... certamente aquilo que nos acontece no dia a dia. É também por esta forma que "Nana se torna também mais atractivo de um certo ponto de vista.
O enredo centra-se em duas personagens femininas, que acidentalmente se conhecem no comboio. Uma delas é música de uma banda de rock, a outra é uma puritana inocente que nunca esteve numa cidade. Ambas se completam e vão enfrentar juntas as coincidências, ilusões e desilusões que a vida vai oferecendo. (Peço desculpa por não aprofundar)
O estilo de animação é também original em si, com personagens que se destacam dos demais animes e que por seu estilo se reflectem as atitudes que vêm a ter.
Recomendo para aqueles que estão prontos a alargar os horizontes do anime. Ver o primeiro episódio não custa, depois, é consoante o freguês.

Por incrível que pareça não encontrei trailer em versão anime... fica o primeiro episodio completo (e mais uma dica aonde se pode ver anime)


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Juuni Kokuki - Os Doze Reinos

Faz parte daquela categoria de anime de transição mundo real para mundo imaginário (muito à semelhança de Escaflowne) e, para além disso, trata-se de um smi-épico (seria um épico se de um filme se tratasse).
A história é muito boa e acima disso coerente, dividindo-se em quatro partes que se reunem entre si para contar um pouco da história dos Doze Reinos governados pelos escolhidos. Estes por si são seleccionados por uma criatura divina que assim decide quem deverá reinar um dos doze. Esta criatura torna-se também um "guardião" do imperador/rei e o qual estabelece uma relação vital para si e para o próprio reino.
Quando se acaba de ver a série fica em aberto. Tal e qual como o Senhor dos Anéis, muito fica por contar e isso valoriza a própria série pois permite à imaginação de quem vê tentar adivinhar o antes e o depois.
Infelizmente o grafismo não acompanhou o potencial da história (daí smi-épico) nem do potencial da banda sonora e isso porque compreensivelmente o esforço e empenho desta parte é diferente quando se trata de um filme. É pena. Não é por causa de isso que recomendo fortemente este anime.


domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Glassy Ocean

Mais um anime, neste caso um filme, que pertencia ao canal. E que de certa forma até fazia parte da identificação do próprio visto que se trata de um filme alternativo. Aliás, mesmo alternativo. A história envolve um oceano de cristal (quem diria) que está basicamente parado no tempo e de um idoso que se apaixona pela canção de uma baleia que aí canta.


É um anime diferente do usual (daí mesmo alternativo). A primeira vez que o vi foi ainda no Loco por isso a memória quanto à história ainda me está um pouco enublada. Os efeitos visuais (um anime exclusivamente feito por arte digital) e os cenários são deveras exóticos e contam uma história interessante.


Quase que aposto que este é um daqueles animes de 50/50 ou se gosta ou realmente se detesta.

Não arranjei o tradicional "trailer" pelo contrário, arranjei o filme... não é possivel ver através da net (há dessincronização de som) mas (pelo que constou do local de onde retirei) após fazer o download tudo fica ok.


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quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Porquê o anime?

O anime tem como progenitor a manga, um movimento cultural japonês que surgiu no pós guerra, ou melhor, no pós "Apocalipse" (é verdade, lançaram mesmo bombas nucleares em cima de cidades com pessoas... inocentes). Com o país num estado económico-social basicamente desfeito, o acesso ao divertimento/cultura usual (cinema, teatros...) estava impossível e então, procurando nas suas próprias raízes culturais (os famosos pergaminhos ilustrados) e na fusão do estilo americano de "comics", surgem então as mangas como um modo alternativo mais viável. Tão viável que hoje não é estranho estar numa carruagem de metro e observar que desde a criança até ao idoso há sempre alguém a ler uma manga com avidez.



E então quando é que surgiu o anime? Quando se estreou "A Lenda da Serpente Branca" em 1953. Antes da guerra já se davam acontecimentos embrionários do seu aparecimento mas, com o governo na altura, uma ditadura (=censura), fez com que o seu verdadeiro nascimento se desse mais tarde. A explosão ou o crescimento exponencial aconteceu no inicio da década de setenta.



Muito os animadores não-nipónicos invejavam as fabulosas técnicas usadas no Japão. Conseguiam criar imensos animes com orçamentos ridiculamente baixos a um ritmo assustador, era então o pronúncio da capacidade de trabalho e, mais tarde, económica daquele país. Bravo!



Relativamente ao anime, eu tenho duas perspectivas acerca deste e, de certo modo, estão relacionadas com o uso de uma técnica: O uso do computador. Para mim há o anime antes da introdução dos gráficos e melhoramentos por computador e o anime com a introdução desses. No primeiro caso tudo era simplesmente desenhado e pintado à mão, truques meramente "mecânicos" (permita-se a metáfora), deliciavam o mais atento espectador com pormenores deliciosos (o ex libris deste tipo de anime é o filme Akira). Já no segundo caso, embora um pouco difícil de se definir porque estão incluídos híbridos, ou os animes são auxiliados com melhoramentos visuais significativos, ou desenhados a partir de computadores ou são desenhos puramente digital (o exemplo máximo é o filme Final Fantasy).



E agora o porquê do anime?



Anime devido ao trauma. Tinha eu cerca de 12/13 anos quando numa noite, no mítico Locomotion, vi pela primeira vez uns "desenhos animados" (como vai na altura) que me fizeram ter pesadelos e que me chocaram até ao osso: às 2 da manhã estava a ver (mais uma vez) Akira. Quem já viu percebe que Akira NÃO É PARA CRIANÇAS. Aí percebi, nessa noite a tentar dormir, que havia um mudo por descobrir que não era só para crianças... E acabei nisto, um geek nerd do anime (e alguma manga)


Preservando o fascínio lusitano pelo nipónico, eu declaro-me oficialmente viciado em anime

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

5 cm/s

(5 centímetros por segundo)
Uma história de amor a 5cm/s, em três tempos. Trata-se de um filme repartido em três fases de uma relação entre um rapaz e uma rapariga que, com o passar do tempo, se altera. Separados quando ainda eram jovens, continuam a comunicar-se por correspondência, numa tentativa de não perder o contacto e a relação próxima que tinham.
Aproximadamente uma hora de filme que toca cada um de nós de uma maneira ou de outra, um filme que faz lembrar aqueles filmes que nunca vemos passar nos cinemas, somos nós que descobrimos, e contam histórias mais fascinantes do que as lutas entre super heróis.

http://img249.imageshack.us/img249/350/5cmlibrarymo0.jpg

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Naruto

Quem conhece anime, conhece Naruto. Vou antes, por outro lado, não referir a excelente história (a qual me faz todas as quintas esperar que no submundo da net apareça o episódio mais recente), vou antes atacar os defeitos.

Quem começa a ver Naruto começa por ficar simplesmente "agarrado" logo no primeiro episódio, é pura droga. E a partir daí, se tal for como eu, vê 20 episódios seguidos. No entanto por aí em diante começa a acontecer o fenómeno degradante dos animes deste género (a par de Bleach): o engonhar em histórias paralelas. Satura, irrita, erradica a vontade de ver mais além, se bem que no Japão os fãs protestaram. E deu resultado. Lá se dedicaram a progredir na história principal com Naruto Shipuuden.

Assim aconselho vivamente a ver os primeiros cento e oitenta e cinco episódios (sensivelmente, eu sei que são muitos, mas vale a pena) mais alguns que tenham partes relacionadas com a história principal. (Lamento mas há que procurar) E depois passar imediatamente (aliás, obrigatóriamente) a ver Shipuuden.

Não recomendo, Obrigo a ver.


Macross Plus

Trata-se de um OVA de um daqueles animes que considero AVE "Anime em Versão Estendida" (a titulo de exemplo O Expresso da Galáxia que se relaciona directamente com outros animes). Sempre vi os OVA (penso que quer dizer Original Version Anime, pelo menos parece-me) como um requintar de uma série ou talvez como um complemento mais dedicado.
Para perceber a história é necessário ter uma ideia do que é a Saga Macross: trata de um conflito centenário entre a humanidade e outra forma de vida inteligente (digo isto por alto porque ainda não estou completamente a par), em que os humanos criam caças que se convertem em robos de luta.
A razão de eu procurar este anime foi devido à participação de Shinichirô Watanabe , o criador de Cowboy Bebop. É clara e óbvia a sua marca nas cenas de voo dos caças/robots, é esmagadora e deliciosa cada ângulo, perspectiva e detalhe. A história em si envolve um romance interessante que coloca em conflito os intervenientes envolvendo-se também na velha problemática (com os respectivos clichés) da A.I.
Quatro episódios sugestivos. Outro aspecto que me faz interessar é a fuga ao padrão com personagens desenhadas a detalhe e com cuidado de se revelarem algumas diferenças nos bustos tradicionais do anime. Ah, e calro, não podia deixar passar, uma banda sonora fantástica que não poderia deixar de ser de Yokko Kano (que por coincidência também fez a banda sonora fabulosa de Bebop)